Saudade dos tempos em que nossa amizade tinha um gosto bom de flor perfumada. Que o amor era como um rio de águas correntes cristalinas, que molhavam os nossos pés, e nos davam uma sensação boa de felicidade. Que a confiança e o cuidado fazia parte de uma rotina diária, de um propósito leal para que nenhum dos dois experimentasse a dor ou o mal.
Saudade do calor das suas lágrimas em meus ombros, e da voz rouca que gemia por socorro, por força, e do instinto protetor que isso me trazia, uma sensação boa de que tinha alguma utilidade nesse mundo. Do seu corpo frágil guardado no meu nos momentos de tristeza, e do seu abraço apertado dos momentos felizes...
Saudade do tempo em que tinha certeza que podia confiar em você, e que idealizava que você contaria comigo para o que viesse, pois estaria sempre lá, ao seu lado, para te ajudar.
Saudade de te ouvir, de te fazer rir, de te olhar, de te amar...
Lembranças do seu sorriso meigo, dos seus carões, de quando me fazia rir, de te chamar de ‘’cabeçuda’’, de compartilhar coisas que eram só nossas(quando íamos nos despedir ao telefone: ‘’ pulubulubulu...) ainda me tiram, mesmo que tímido, um sorriso da face.
Amiga minha, saudade dos tempos bons, daquele instante em que sentia no coração que tudo eu daria pelo bem dessa amizade, e que o mesmo você faria...
Infelizmente, tu deste lugar as outras coisas, priorizastes os teus sonhos, sufocando e abandonado-a (a nossa amizade), deixada para trás, como um soldado é deixado pelo parceiro em meio a guerra, soluçando em um lugar frio, onde existe apenas a incômoda e dolorosa saudade.
Infelizmente, tu deste lugar as outras coisas, priorizastes os teus sonhos, sufocando e abandonado-a (a nossa amizade), deixada para trás, como um soldado é deixado pelo parceiro em meio a guerra, soluçando em um lugar frio, onde existe apenas a incômoda e dolorosa saudade.
