lover
O homem apaixonado, sim essa coisa brusca (que somos) também se entrega ao amor.
Capaz de mostrar através do raciocínio lógico o respeito, e segurar seus desejos instintivos quando, por exemplo, troca caricias com a amada que ainda encontra-se, digamos, enrolada, e não a beija, e nem tenta nada que ela não permita, até que a situação se resolva.
Chora pela amada, divide os prantos dela consigo, e com seus (nossos) bruscos e nada delicados braços, confortam, protegem, acariciam, num aperto firme/trêmulo/forte trocam calor, e entorpecem-se com uma dose grande e forte de amor para que não caiam na tentação de ceder ao paranóico e instintivo monstro que com muito esforço trancam dentro de si.
Liga para dizer que estava pensando nela, escreve cartas, faz surpresas que a felicita muito, tudo feito com prudência é claro, para que não se torne o tipo de cara enjoativo que ‘’não larga do pé da moça’’.
O amor faz deles bichinhos de estimação, treinados para ouvir, se preocupar, agradar, impressionar, deixar de viver para si, abrindo mão de todo o seu desejo copulativo, para apenas amar, amar, e amar, e ainda felicitar-se com tudo isso.
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O mesmo homem que se apaixona, também brinca com sentimentos alheios (sim brincamos), tudo em troca de satisfação de meros desejos (egoísmo em alta).
A capacidade de fingir interesses na personalidade da pretendente é um ponto alto nele. São Incapazes de mostrar respeito ao existente caso mal resolvido que a moça possua. Em meio a caricias e abraços, não se cansa em suas tentativas de avançar para os próximos níveis para com a moça.
Finge ao se preocupar com os sentimentos da ‘’amada’’, abraça fortemente de um jeito meio estranho, simulando confortá-la, perturbando-se com o mosquitinho chato ao ouvido que não cessa de repetir a seguinte frase: ‘’quando que ela vai melhorar para que possamos nos agarrar novamente?”
Nesse contexto, a palavra telefonar não existe em seu vocabulário. Faz questão de desligar o celular, e quando a moça consegue encontrar o celular ligado ele não atende, e quando atende, não vê a hora de ouvir a palavra tchau. Parte disso contribui ao seu joguinho para deixar a pretendente, digamos, mais afim ainda dele, e por incrível pareça, quase sempre funciona.
O desejo, o puro e seco desejo, faz do homem o bicho selvagem, escravo de seu próprio querer, treinado para atacar, atacar e atacar, sufocando a vítima, com seus incessantes ‘’avanços de sinal’’. Sem medir conseqüências, sem se importarem muito se vão (vamos) ou não ferir alguém em seus (nossos) ‘‘joguinhos’’, já que Jogam simplesmente pelo desejo.
