quinta-feira, 28 de julho de 2011

♥Lover vs Player ☺♀☻



lover


O homem apaixonado, sim essa coisa brusca (que somos) também se entrega ao amor.
Capaz de mostrar através do raciocínio lógico o respeito, e segurar seus desejos instintivos quando, por exemplo, troca caricias com a amada que ainda encontra-se, digamos, enrolada, e não a beija, e nem tenta nada que ela não permita, até que a situação se resolva.
Chora pela amada, divide os prantos dela consigo, e com seus (nossos) bruscos e nada delicados braços, confortam, protegem, acariciam, num aperto firme/trêmulo/forte trocam calor, e entorpecem-se com uma dose grande e forte de amor para que não caiam na tentação de ceder ao paranóico e instintivo monstro que com muito esforço trancam dentro de si.
Liga para dizer que estava pensando nela, escreve cartas, faz surpresas que a felicita muito, tudo feito com prudência é claro, para que não se torne o tipo de cara enjoativo que ‘’não larga do pé da moça’’.
O amor faz deles bichinhos de estimação, treinados para ouvir, se preocupar, agradar, impressionar, deixar de viver para si, abrindo mão de todo o seu desejo copulativo, para apenas amar, amar, e amar, e ainda felicitar-se com tudo isso.

Player


O mesmo homem que se apaixona, também brinca com sentimentos alheios (sim brincamos), tudo em troca de satisfação de meros desejos (egoísmo em alta).
A capacidade de fingir interesses na personalidade da pretendente é um ponto alto nele. São Incapazes de mostrar respeito ao existente caso mal resolvido que a moça possua. Em meio a caricias e abraços, não se cansa em suas tentativas de avançar para os próximos níveis para com a moça.
Finge ao se preocupar com os sentimentos da ‘’amada’’, abraça fortemente de um jeito meio estranho, simulando confortá-la, perturbando-se com o mosquitinho chato ao ouvido que não cessa de repetir a seguinte frase: ‘’quando que ela vai melhorar para que possamos nos agarrar novamente?”
Nesse contexto, a palavra telefonar não existe em seu vocabulário. Faz questão de desligar o celular, e quando a moça consegue encontrar o celular ligado ele não atende, e quando atende, não vê a hora de ouvir a palavra tchau. Parte disso contribui ao seu joguinho para deixar a pretendente, digamos, mais afim ainda dele, e por incrível pareça, quase sempre funciona.
O desejo, o puro e seco desejo, faz do homem o bicho selvagem, escravo de seu próprio querer, treinado para atacar, atacar e atacar, sufocando a vítima, com seus incessantes ‘’avanços de sinal’’. Sem medir conseqüências, sem se importarem muito se vão (vamos) ou não ferir alguém em seus (nossos) ‘‘joguinhos’’, já que Jogam simplesmente pelo desejo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário