sexta-feira, 18 de março de 2011

Por alguns instantes


O primeiro beijo entre duas pessoas seria como se tomássemos uma solução concentrada de sal, ocasionando a sede, vê-se nos próximos beijos a solução para ela. Que tolo engano! Quanto mais se beija mais se tem sede, e cresce mais o anseio de saciá-la.
O encerramento de um longo período de olhares direcionados aos lábios um do outro, que antes pareciam tão perto e ao mesmo tempo tão distantes, e que agora se encontram, se enrolam, trocam sabores/sensações.
O coração acelera e desacelera, e como consequencia disso o frio e o calor entram em consenso. O calor passeia por todo o corpo( abrindo os poros, fazendo suar) exceto na barriga onde o frio encontra-se marcando território. Todas essas ações conjuntas causam temores neurais deixando o corpo indefeso á perda de calor. Então numa ação desesperada eriçam-se o pelos para evitar tais danos.
Durante o beijo ocorre uma inspiração afoita numa espécie de tentativa inconsciente de se guardar a essência da pessoa, que tanto apraz.
Por alguns instantes, perdemos todos os nossos progressos com relação a perda do nervosismo. O rosto volta a sua vermelhidão intensa, as mãos se lambuzam em suor, sismos periódicos percorrem o corpo, e a fluência da fala se rende ao acúmulo de tantas palavras pra dizer e a incapacidade de administrá-las.
No primeiro beijo, Que efeitos...


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