sexta-feira, 10 de junho de 2011

I miss...

Hoje acordei com um pequeno vazio, sim, uma pequena lacuna em mim que muito me incomodou. Uma sensação de perda tomou conta de mim, e a vontade de resgatar tomou proporções catastróficas, mas por conta de um mínimo detalhe não pude fazer nada.

O céu amanheceu um pouco mais cinzento, o arco-íris repleto de lindas cores simplesmente desbotou,o cheiro daquele perfume não apraz-me mais, e o riso não tem mais tanta graça. Hoje, só hoje, tudo perdeu o seu sentido. Os gostos gostosos, os cheiros cheirosos, as belezas mais belas, nada mais consegue aprazer-me. Neste dia, pacato e salobro dia, desliguei-me de tudo que é mais simples e agradável, e voltei-me a esse complexo vazio.

Meu coração acelera, palpita, aperta, em busca de uma solução, mas contemplo toda a eficiência do nosso domínio ao cérebro se rendendo ao covarde medo. Como um mosquito chato ao ouvido, repito a frase em minha mente: ao que receio para que não possa saber quem é o culpado de tal vazio em mim?

O que sei, é que sinto essa falta, sim, porquê? Caminho até a frente de minha casa em busca de respostas, olho para um lado, olho para o outro, e nada, ninguém ,que mistério é esse que tira de mim o sossego?oh Mente!, porquê me escondes este segredo? Porque não revelas logo para que eu possa tomar as providencias cabíveis e quem sabe, tirar esse vazio de mim que me abstém o sorriso, e como a água escapa entre os dedos, assim foge de mim a paz.

Sinceramente, sinto que sei a resposta, mas não me permito revelar. Acho que posso solucionar, mas o receio de algo é mais forte, tão forte ao ponto de forçar a minha mente a esconder tudo de mim. Mesmo que eu enumere as probabilidades, ainda assim, nada me é revelado, tudo é oculto, eficientemente escondido para que eu não saiba, menos uma coisa, sim, esse vazio, que age em mim como uma espécie de gemido de socorro em meio ao tenebroso silêncio.

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